Havia uma pequena semente guardada em um celeiro, sobre uma prateleira alta e seca. Ela era admirada por todos: perfeita, íntegra, sem rachaduras.
A semente se orgulhava disso.
— Enquanto eu estiver aqui, pensava ela, estarei segura. Nada vai me destruir.
Um dia, o agricultor entrou no celeiro e escolheu aquela semente com cuidado.
Ao perceber que seria levada para fora, a semente se apavorou.
— Não me enterre! — parecia gritar em silêncio. — Lá embaixo é escuro, frio e perigoso. Aqui eu estou viva.
Mas o agricultor, sabendo o que fazia, lançou a semente à terra.
No início, tudo parecia confirmar os medos da semente.
Ela perdeu a forma, a dureza, a aparência que tanto preservava.
A água a envolveu. A terra a pressionou.
E, aos poucos, a semente deixou de ser o que era.
Se pudesse pensar naquele momento, talvez dissesse:
— Agora acabou. Estou morrendo.
Mas algo invisível estava acontecendo.
Do lugar onde a semente “morreu”, nasceu um broto.
Do broto, um caule.
Do caule, espigas cheias.
E das espigas, centenas de novas sementes.
Meses depois, o mesmo campo que antes parecia um túmulo
tornou-se uma colheita abundante.
E a semente que temeu perder a vida descobriu tarde demais:
ela só perdeu a forma —
mas ganhou propósito.
Do lugar onde a semente “morreu”, nasceu um broto.
Do broto, um caule.
Do caule, espigas cheias.
E das espigas, centenas de novas sementes.
Meses depois, o mesmo campo que antes parecia um túmulo
tornou-se uma colheita abundante.
E a semente que temeu perder a vida descobriu tarde demais:
ela só perdeu a forma —
mas ganhou propósito.
Lição da Parábola
Assim é a vida espiritual.
Quem tenta preservar tudo para si, permanece só.
Mas quem se entrega — quem aceita morrer para o ego, para o orgulho, para o controle —
descobre que a verdadeira vida começa justamente ali onde parecia o fim.
A morte da semente não é derrota.
É o preço da Frutificação.





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