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25 de fev. de 2019

CARTA A UMA “FILHA PERDIDA”


Ela estava envolvida no submundo de Chicago.
Incialmente tudo parecia ser muito interessante, mas com o tempo se demarcava a realidade: nada mais do que miséria.
Embora ainda se divertisse com seus amigos e amigas, no íntimo de seu coração fazia-se sentir a saudade de uma filha perdida.
Durante todos estes anos a mãe esperava por sua filha. Queria ir ter com ela, queria procura-la, mas onde?
A amor encontra um meio.
Ela passa a escreve uma carta. Mas, para onde? Mesmo para a polícia o endereço de sua filha, há anos permanece desconhecido. Ela manda confeccionar muitos retratos de sua face, já enrugada de aflição; prega-os em papel e escreve por baixo:

                    Volte ao lar!
                    A mãe espera por você!
Esses quadros ela leva aos bares e restaurantes do submundo de Chicago, onde pede permissão de afixá-los em lugares visíveis.
Não seria um esforço em vão? Sua filha o lerá? Ela atenderia ao chamado?
Fora está escuro. Num bar, uma banda toca a música de uma cançoneta depravada.
Uma jovem mulher, de alma vazia e vida arruinada, vagueia por aquele covil de pecados. Repentinamente, como que apanhada de tiro, ela para estarrecida.
Na parede ela avista o retrato de uma mulher idosa...
Um grito dilacerante se lhe depreende: Mãe!
Em algumas horas ela está abrigada em casa.
Oito palavras não caracterizam muito!
Mas nessas poucas palavras também está expresso o conteúdo da carta que, Deus, dirige a você.
                                   Volte ao lar!
                        Alguém, que o ama, espera por você!

Fonte: Uma carta para você.
#renovandooentendimento

14 de mar. de 2017

BABILÔNIA – A MÃE DAS PROSTITUIÇÕES E ABOMINAÇÕES DA TERRA

“E, na sua testa, estava escrito o nome: Mistério, A Grande Babilônia, a Mãe das Prostituições e Abominações da terra”. Apocalipse 17:5.

Babilônia, a Mães das prostituições e abominações da terra, naquele tempo era costume das prostitutas despudoradas, pendurarem placas com seus nomes, para que todos soubessem o que elas eram. Ela recebe o nome do seu local de residência. Mas, para que não a tomemos como sendo da antiga Babilônia literalmente assim chamada, somos informados de que há um mistério no nome; é outra grande cidade semelhante à antiga Babilônia. Ela é denominada por sua maneira e prática infames; não só uma prostituta, mas mãe de prostitutas, treinando-as para a idolatria e toda sorte de lascívia e perversidade1.
Para que possamos compreender melhor essa Babilônia, precisamos entender um pouco sobre a antiga Babilônia. Essa antiga Babilônia teve origem na Babel do antigo testamento, quando Deus confundiu as línguas e porque Deus confundiu? A base de construção da Torre de Babel foi ter um nome (Gênesis 11:4). Mais tarde com o rei Hamurabi, Babilônia desenvolveu e dominou todo o território em que estava e passou a ser uma capital política, cultural, religiosa e econômica. Em seu código de Leis, Hamurabi afirma seu panteão da religião Babilônica. É interessante notar que a Babilônia tinha uma característica muito importante ela absorvia em sua vida econômica, política, cultural e religiosa o que as cidades dominadas tinham de melhor. O nome Babilônia tinha agora assumido um novo significado. Enquanto Babel significava confusão, Babilônia significa “Porta de Deus” e promovia a unificação de todo o território. Uma outra característica de Babilônia era que o rei era o sumo sacerdote do grande deus oficial2.
“Como supremos sacerdotes da religião babilônica, eles recebiam o título de “Pontífice Máximo” (Pontifex Maximus). Com a ascensão de Ciro ao trono da Babilônia, os sacerdotes babilônicos fugiram para Pérgamo, onde continuaram a exercer seu reino como reis e sacerdotes. No ano 133 a.C., Attalus III, o último rei babilônico a exercer seu governo em Pérgamo, entregou seus domínios aos romanos, de forma que o reino de Pérgamo fundiu-se com o Império Romano. Com isso, o reino e sacerdócio foi trasladado de Pérgamo para Roma; dentre os romanos, Júlio Cesar foi o primeiro a assumir o duplo ofício de sacerdote e rei, cerca do ano 45 a.C. “Pontífice Máximo”, originalmente um sacerdote na religião babilônica anterior ao cristianismo, passou a ser um ofício religioso na República Romana e, gradualmente, adquiriu atribuições políticas até que, começando com Augusto, foi adicionado à função do imperador. Hoje em dia, “Pontífice Máximo” é o título do Papa da igreja católica Romana.
63 a.C. - Gaio Júlio César
 44 a.C. – Marcos Emilio Lepido
12 a.C. – César Augusto
12 a.C. a 382 d.C. – usado pelos imperadores
 382 d.C. até os dias de hoje – usado pelos papas
De fato, os papas somente passaram a empregar o título de “Pontífice Máximo” depois que o império foi dividido em dois, ficando o Império Romano Ocidental sob a regência do jovem imperador Graciano, o piedoso (cerca do ano 360 d.C.). Graciano não considerou justo ser chamado de “Pontífice Máximo”, pois não era um sacerdote cristão, então outorgou o título ao Papa Damásio I, 380 d.C., o qual tornou-se o primeiro papa na história a receber o título de “Pontífice Máximo”3.
Olhando para esse quadro podemos concluir que Babilônia além de ser uma cidade, refere-se também a um sistema Religioso, onde existe um líder maior ou Clero e abaixo estão os leigos (membros desse sistema). A Igreja Católica Apostólica Romana tem se colocado como a Grande Babilônia, já que influência o mundo com seu sistema religioso e político, pois vê-se o Papa envolvido em tentar manter a paz e repreendendo governos tudo com o mesmo objetivo da Babilônia que foi o de promover a unificação e sabemos que o Papa e líderes de outras religiões estão envolvido com essa unificação. A Igreja Católica tem feito um trabalho muito forte em tentar trazer as Igrejas Evangélicas para uma conversa tentando exatamente essa unificação. No mesmo espírito de hierarquias religiosas e separando o clero do leigo estão também as Igreja Evangélicas, engessadas com seus sistemas que são como que uma cópia da igreja católica. No meio evangélico não tem Papa, mas temos Apóstolos, Bispos e o mais comum Pastor Presidente. Segundo o versículo de Apocalipse 17:5 – A Igreja Católica Romana é a Babilônia e as Igrejas Evangélicas as suas filhas, pois estão caminhando nas pegadas de sua mãe. Praticando abominações e se prostituindo com seu próprio sistema e abandonando o Senhor Jesus Cristo, pois coloca em primeiro lugar o estatuto da Igreja e seus programas acima da Palavra do Senhor. Sem contar os óleos ungidos que são vendidos, e tantas outras artimanhas que são praticadas para extorquir dos seus membros o maior valor possível, poderíamos falar mais sobre a discoteca gospel, concurso de funk e tantas outras coisas. Muitas vezes condena-se a Igreja Católica pelas “indulgências” que foram cobradas e o que a Igreja Evangélica está fazendo não é nada diferente disso só com outros nomes. O apelo que Deus faz a seus filhos é imperioso nos dias de hoje.
 “E outra voz do céu, que dizia” Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados e para que não incorras nas suas pragas.” Apocalipse 18:4.
#renovandooentendimento

Bibliografia
1.      Bíblia de Estudos Mattew Henry (comentário).
2.      Dicionário das Religiões – John R. Himells.

3.      Livro de Apocalipse – Obra Cristã A Maturidade – Ir. Christian Chen.

9 de set. de 2012

ÓRFÃOS DE PAIS VIVOS


A marca da sociedade atual é ser uma sociedade de órfãos de Pais Vivos. O que quero dizer com isso, não bastar ter um filho para ser pai. Pois ser Pai no sentido da palavra, a nossa sociedade está muito distante disso. Aproveito para transcrever abaixo um capítulo do Livro Sociedade dos filhos órfãos, de Sergio Sinay.
Um filho é um acidente biológico. Todas as espécies se reproduzem. A espécie humana também. Baste unir um macho e uma fêmea sexualmente e se obterá um filhote da espécie em questão. No caso dos humanos, são chamados de bebês. E, repito, trata-se, a princípio, de um acidente biológico. Sei que esta declaração escandalizará muita gente, no entanto é necessário dizer. Ter um filho é um acidente biológico. Transformar essa peripécia em um fato transcendente e significativo, em um ato pleno de sentido, em uma contribuição ao aperfeiçoamento da vida humana e planetária, em um acontecimento espiritual que vai além do pessoal é um processo que requer consciência, compromisso, responsabilidade e amor.  Através desse processo, nos convertemos em pais e mães no sentido mais profundo e essencial da palavra. Quando isso não acontece, somo meros reprodutores, simples causadores (vou dizer novamente) de um acidente biológico. Um acidente que muitas vezes é trágico e doloroso. Quando desertamos da consciência do compromisso, da responsabilidade e do amor implícitos à concepção de uma vida, o acidente tem como resultado a orfandade. A orfandade, entendida a partir de seu aspecto mais devastador, deixa filhos sem amor, sem referência, sem alimento emocional, sem orientação ética, sem modelos existenciais, sem nutrientes espirituais. Abandona-os à deriva. Na medida em que essa deserção aumenta, quando se converte em um paradigma da relação entre pais,mães e filhos, nos vemos diante de um fenômeno social de conseqüências graves, amplas, sutis e explícitas, imediatas e de longo prazo, na maioria das vezes, irreversíveis. Quando essa deserção se converte – cruel paradoxo- em um modelo de criação, nos vemos cercados por legiões de órfãos. Descobrimos que estamos vivendo em uma sociedade de filhos órfãos.
Essa é a sociedade que vivemos hoje. A morte física dos pais não é condição necessária para o filho se transformar em órfão. E a presença deles não é, por sua vez, uma garantia contra a orfandade. Uma criança pode ver seus pais todos os dias, r contato físico e material com eles, viver sob o mesmo teto, ser matriculados no colégio por eles, receber dessas mesmas pessoas o alimento que come e a roupa que veste e ser um órfão. Ao contrário, há crianças que perderam física ou emocionalmente seus progenitores e, no entanto, encontraram fontes nutrientes (de afeto, de valores, de condutas, de atenção, de valorização, de confirmação) que desempenharam em relação a elas, e com vantagens, as funções materna e paterna.
A orfandade mais radical, profunda e devastadora é o fruto amargo, ente outras causas, da crença de que criar um filho é muito semelhante a brincar de boneca. Na era da automação, quando administramos o mundo através de teclas (do computador, do forno de micro-ondas, do celular, do aparelho de DVD, do painel do automóvel, etc .), quando fechamos as brechas entre o desejo e sua realização e os serviços de entrega dos restaurantes nos trazem rapidamente tudo cozido, requentado e sem nossa participação na elaboração e cozimento, nos tempos em que esperar é sinônimo de desesperar, chegamos a nos convencer de que os filhos são feitos, tidos e criados à la carte. Fantasiamos que a paternidade e a maternidade são, definitivamente, simples exercícios de manipulação de um painel de controle. Quero um filho que seja menino (ou menina), quero que nasça no dia e horário programado (como planejamos com o obstetra, uma vez que ele e nós temos uma agenda complicada), quero que saiba inglês, que jogue tênis, que seja meu amigo ( ou amiga), que me divirta, que me deslumbre com sua inteligência, que seja saudável, que durma nove ou dez horas desde o princípio, que tenha amiguinhos (ou amiguinhas) com as quais faça programas, que se adapte às minhas necessidades, viagens e excursões, que me deixe com tempo para mim mesmo, que seja um geniozinho da informática, que seja o melhor de sua classe, que desperte a inveja de  meus amigos, que não me questione quando crescer, que não me traga problemas, que me peça que o leve e que o traga, mas apenas quando me convier, que me admire, que não compita comigo (embora eu compita com ele ou com ela), que amanhã me dê netos ou netas tão perfeitos como ele ou ela (e que, além disso, esse netos não me chamem de “vovô” ou “vovó e sim pelo meu apelido para que não me sinta velho ou velha). E, além disso, desejo que alguém se encarregue de que tudo transcorra assim, como estou pedindo. Alguém. A babá, a escola, o computador, minha mãe, minha sogra, o terapeuta, o celular, o McDonald’s, o clube, a academia. Alguém. Que alguém se ocupe. Porque eu não tenho tempo.

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